Corre desenfreadamente corrida
Para desacelerar o tempo
Prende-te a ideais de liberdade,
Libertam-se aqueles que se prendem a devoção
Silêncio aos berros nos ouvidos
Espremido a uma folga qualquer
Enche-se de habitual vazio
Não enxerga sentido sequer
E tudo passa a ser só isso,
Só, Rodeado de mundo inteiro
E o sempre presente, o dia omisso,
Só Aquilo, prato e travesseiro
Vida escorre pelas bifurcações,
Pelas ruas, pelas horas.
E destino cadê?
Nem sabes em que mar vai dar.
E depois do vazio, o que nos resta fazer?
ResponderExcluirAdmiráveis versos.
E depois do vazio, o quê nos resta ter?
ResponderExcluir^^