quinta-feira, 19 de março de 2009

Sobre cores, cais e não-amor.

Ainda não entendo os eruditos
Sobre suas declamações de amor.
Pincelam em seus versos
Os tons mais bonitos
De Azul, Lilás, Marfim e Toda cor.

Mas do que se faz o amor
Se não do Branco da incerteza?
Ou do Negro, em toda sua falta de clareza?
Mistura de tons pastéis e xadrez
Que embrulha e nauseia o pensamento.

Ainda não entendo os eruditos
Sobre suas declamações de amor.
À mulher amada discorre-se bordões
"És porto-seguro, és meu cais"
E a cada frase se engole uma dose demaseada de paz.

Mas do que se faz o amor se não
Da insegurança dos mares bravios?
Ou da inconstância das marés e dos seus desvios?
Mistura de tonteira e embriaguez
Que embrulha e nauseia o pensamento.

2 comentários:

  1. Sim, o que é o amor senão a mistura de cores (...e todas juntas são o branco) e às vezes nenhuma cor (...o negro)??
    Também não entendo os eruditos!!!

    Abraços, está lindo!

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  2. Esse texto eh mto lindo caraaa! *_*

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